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| Catedral de Porto Velho |
Avaliando com os seminaristas o engajamento pastoral nos finais de semana durante o ano letivo e também no tempo de férias; refletindo com o Conselho Presbiteral e a equipe de formadores sobre a formação pastoral-missionária como princípio articulador de todo o processo formativo, coforme encontramos nas Diretrizes para a Formação Presbiteral da Igreja no Brasil (DFPIB), nº 300, e o que nos pede a Igreja na Amazônia, vimos a importância de realizarmos uma experiência missionária com os seminaristas. Sentimos, como um grito do Espírito Santo, o apelo para a formação de missionários que, conforme a graça de Deus, possam acolher o chamado e a missão, como ministros ordenados, a serviço da edificação da Igreja de Deus na Amazônia. “O seminarista deve preparar-se para ser não apenas um pastor do rebanho que lhe foi confiado, mas um evangelizador, um missionário, alguém que sai de seus espaços eclesiais e vai ao encontro das pessoas onde elas se encontram, para anunciar-lhes o Evangelho do Reino, com novo ardor, novos métodos e novas expressões” (DFPIB – CNBB, Documento 93, nº 182). Para isso, não pode faltar abertura por parte dos missionários de Porto Velho e de outras Dioceses do Brasil que participarão da preparação, realização e avaliação da experiência missionária.
A nossa expectativa é muito grande, pois
acreditamos que o mandato missionário vai sendo vivenciado e compreendido na
prática inspirada pelo Espírito Santo. Assim, foi a pedagogia de Jesus Cristo:
chamou os discípulos, com eles conviveu; eles o acompanharam na missão; dele
aprenderam o que era fundamental: realizar a vontade daquele que envia (cf. Jo
4,34) e foram enviados: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio. Então,
soprou sobre eles e falou: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,21-22).
No âmago do ministério ordenado está a
missão. Então, não se pode compreender e abraçar o ministério ordenado sem a
perspectiva missionária. Para isto, precisamos pedir a graça de um coração
missionário: coração aberto, disponível, pobre, coração “pé na estrada”, que
vai ao encontro; coração disposto a enfrentar o compromisso da missão com suas
alegrias e dificuldades. Como afirma o Papa Bento XVI: “A missão é o modo de
ser da Igreja” (Mensagem aos Superiores Maiores, maio de 2010).
Diante dos desafios da missão hoje,
escutamos e/ou até falamos: “Não fomos preparados para a missão”. Então, em
relação à formação de missionários presbíteros, precisa soar muito forte e ser
assumido com maior empenho ainda o que diz Aparecida: “A conversão pastoral de
nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação
para uma pastoral decididamente missionária” (DAp 370). O que significa assumir
uma “formação decididamente missionária?” Como isto poderá acontecer sem uma
prática decidida e pedagogicamente missionária e sem o acento na formação de missionários?
Então, a tônica não pode deixar de ser: a missão e a missionariedade.
É com esse espírito que, em nossa Igreja
Particular de Porto Velho, nos preparamos para a primeira experiência
missionária, acolhendo também seminaristas de outras regiões do Brasil!
Esperamos que, juntos, possamos descobrir caminhos para que o nosso coração
esteja cada vez mais aberto para a Amazônia!
Rezemos e peçamos ao “Senhor da colheita
que envie trabalhadores para sua colheita!” (Mt 9,38).
